5 álbums que passaram despercebidos em 2017

1) 3TEETH - <shutdown.exe>
Esse é apenas o segundo álbum da banda norte-americana 3TEETH, que faz um metal industrial digno de grandes nomes do gênero em suas fases áureas como Ministry, White Zombie e Nine Inch Nails. O álbum tem um clima pós-apocalíptico, cheio de barulhos e samples estranhos como se tivesse sido gravado dentro de uma fábrica em funcionamento. Para quem é fã do gênero, <shutdown.exe> é um prato cheio. Para quem não é, o álbum é uma ótima oportunidade para começar a ouvir o estilo.
Não deixe de ouvir: "Atrophy", "Shutdown" e "Away from Me"

shutdown.exe



2) Adimiron - Et Liber Eris
O Adimiron é umas das melhores bandas da nova safra de prog metal. O som do grupo italiano conta com influências de gigantes como Opeth, Mastodon e Gojira. A faixa de abertura do álbum "The Sentinel" é a cara da banda com várias alternâncias de vocais, guitarras técnicas nos momentos progressivos e pesadas nos momentos agressivos. Já "Zero-Sum Game" tem no final uma seção instrumental no melhor estilo Opeth. A introdução de "Stainless" é puro Mastodon.
Enfim, mesmo que, em várias músicas, influências claras de outras bandas sejam notadas, o Adimiron mostra ótimas qualidades em "Et Liber Eris". 
Não deixe de ouvir: "The Sentinel", "Zero-Sum Game" e "Stainless"




3) All Pigs Must Die - Hostage Animal
"Hostage Animal" ao lado do "Howling, for the Nightmare Shall Consume" são os dois melhores álbum do ano para os fãs do encontro de hardcore com metal. Para ser direto ao ponto, como é "Hostage Animal",  são 34 minutos de massacre em forma musical. Mesmo nas músicas mais lentas e longas, como "Slave Morality" e "End Without End", All Pigs Must Die coloca tanto peso e intensidade que "compensa" a falta de velocidade.  Sem dúvidas, um dos álbums mais extremos de 2017.
Não deixe de ouvir: "A Caustic Vision",  "Blood Wet Teeth" e "Moral Purge"

Hostage Animal


4) Ted Leo - The Hanged Man
Esse é o único álbum da lista que não é de metal. "The Hanged Man" é o primeiro álbum de Ted Leo após 7 anos de hiato. Nesses 7 anos, o cantor/guitarrista passou por tempos complicados que quase o levaram a encerrar sua carreira por dificuldades financeiras. Além disso, em 2011, sua esposa sofreu um aborto espontâneo. Devido aos problemas com dinheiro, o músico se mudou de NY e recorreu aos seus fãs, através de uma campanha de financiamento coletivo, para gravar caseiramente seu novo álbum.
Todo esse contexto gerou o álbum mais pessoal e emotivo de sua carreira. Musicalmente, "The Hanged Man" é também o álbum mais expansivo de Ted Leo que cuida da maioria dos instrumentos e da produção. Com total naturalidade, o cantor passeia de músicas mais roqueiras guiadas por linhas de guitarra sempre de muito bom gosto, por músicas pops á-la Beatles e músicas melancólicas ao piano. A facilidade de Ted Leo para criar as mais diversas melodias com sua voz é inacreditável. Na lenta e introspectiva faixa de abertura, "Moon Out of Phase", ele só precisa de uma guitarra discreta para acompanhar uma das perfomances vocais mais hipnotizantes do ano. As melodias alegres de "The Little Smug Supper Club" são impossíveis de serem esquecidas. A balada "Lonsdale Avenue" usa só voz-guitarra para prender a atenção do ouvinte como poucos músicos são capazes de fazer. "Let's Stay on the Moon" é o grand-finale perfeito em uma balada ao piano com mais harmonias vocais belíssimas e com as letras mais pessoais de todo o álbum. Cada faixa de "The Hanged Man" merece ser apreciada em detalhes e, a cada audição, novos detalhes, antes não notados, chamam a atenção.
Não deixe de ouvir: "The Little Smug Supper Club",  "Lonsdale Avenue" e "Let's Stay on the Moon"

The Hanged Man



5) The Haunted - Strength in Numbers
Em "Strength in Numbers", os veteranos do The Haunted, com seu line up sempre em constante mudança, não estão reinventando o gênero mas tudo é feito com tanta competência e confiança que é impossível não elogiar esse álbum. Como toda boa banda de melodic death metal da Suécia, as músicas unem death metal, thrash metal e groove metal. E mesmo com os vocais sempre berrantes de Marco Aro, os licks e solos de guitarra dão um respiro melódico ao álbum. Por tudo isso, "Strength in Numbers" é um álbum para agradar a gregos e troianos.
Não deixe de ouvir: "Spark", "Preachers of Death" e "Means to an End"

Strength in Numbers


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